
Vida
Considerado um dos mais importantes economistas de toda a história, John Maynard Keynes nasceu numa família de intelectuais. Em 1902, ao entrar no King’s College, da Universidade de Cambridge, já possuía 329 livros antigos, frutos de uma bibliofilia despertada ainda na adolescência. Keynes foi aluno do famoso economista Alfred Marshall.
Em 1906 John M. Keynes tornou-se funcionário do Ministério dos Negócios das Índias e passou dois anos na Ásia. Em 1908 passou a ocupar o cargo de professor de economia em Cambridge, onde lecionou até 1915. Keynes ingressou no Tesouro Britânico em 1916, exercendo diversos cargos importantes.
Em 1919 publicou seu ponto de vista no livro “As Conseqüências Econômicas da Paz”. Seu trabalho teve grande impacto político em quase todas as nações capitalistas. Durante os anos 1920, as suas teorias econômicas analisaram a necessidade da interferência do Estado nos mercados instáveis do pós-guerra. Em 1932 Keynes redigiu seu “Tratado Sobre a Reforma Econômica”. Sua última obra mais importante foi publicada em 1936, a “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”.
Em 1944 chefiou a delegação britânica na Conferência de Bretton Woods, que deu origem ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional.
John M. Keynes teve também uma vida social muito ativa. Pertenceu ao grupo de Bloomsburry, formado por intelectuais e aristocratas. Em 1942 recebeu o título de barão de Tilton. Keynes teve vários relacionamentos homossexuais, mas apesar da homossexualidade, Keynes casou-se com Lydia Lopokova. John M. Keynes morreu em decorrência de problemas cardíacos.
Micro e Macroeconomia
Anterior ao pensamento keynesiano, a Microeconomia estuda as relações individuais entre os vários agentes econômicos. Estabelece que as forças de oferta e de procura provocariam processos de ajustes para o equilíbrio em todos os preços e valores, plena utilização dos fatores de produção, e um preço de equilíbrio para o uso de cada um. Os desvios desses níveis eram considerados temporários. De modo geral, a análise anterior do preço e do valor assentava-se em hipóteses baseadas no “laissez-faire” e a aplicação de tal teoria implicava uma política de laissez-faire e a perfeita mobilidade dos fatores no seio de uma economia auto-reguladora. Poder-se-ia exemplificar como casos específicos da Microeconomia a procura pelo trigo ou o nível salarial de uma determinada indústria.
Por outra visão, a Macroeconomia cuida dos totais ou agregados. Trata da renda nacional total, e como a mesma é afetada pelos gastos e poupanças totais. A Microeconomia está incorporada a esta. Observa o comportamento da economia total e reconhece que o dano de uma das partes é prejudicial ao todo. A idéia de fluxo é da mais alta importância pelo fato de que a renda total nacional da sociedade deve ser mantida em certos níveis para garantir os níveis considerados desejados pelos intervencionistas de investimentos, economias e emprego.
É uma espécie de conceito de equilíbrio geral: todo elemento da economia depende de todos os demais elementos. Contrariando a Microeconomia, não aceita o laissez-faire, considerando-o, na verdade, uma filosofia inteiramente indigna de confiança e que pode ser julgada grandemente responsável pelas violentas perturbações no nível das atividades comerciais e pelo desemprego subseqüente. Contudo, a Macroeconomia é anterior a Keynes.





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