Há uma máxima que diz: mudança gera desconforto. Mudar de escola, de turma, de casa, mudar de estado civil, mudar de quarto ou até de mesa no refeitório. Exige de nós ambientação com uma nova situação, talvez inesperada. Mudar exige de nós análise, é possível mudar para bem ou para o mal. Além de tudo, exige de nós decisão. Uns tem mais facilidade com escolhas, outro nem tanto. Mas o fato é que mudar interfere nos hábitos, costumes, ou mesmo no caráter.
Mas, porque o homem não gosta de mudança? É porque existe uma coisa chamada conforto. Todos nós temos uma área de conforto, um momento ou lugar onde nos sentimos acomodados. Pode ser nossa casa, nossa família, nosso cônjuge, pode ser talvez o melhor amigo. Isso tudo é natural. Coisas que a gente já nasce com elas. A grande questão é que por vezes nos acomodamos demais. Estamos bem, de nada temos falta.
Existe um personagem na bíblia que diz uma coisa interessante sobre mudança: Paulo. Em Romanos 12:1 e 2 ele diz “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. 2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”
Existem dois tipos de mudança na bíblia. A primeira, originada da palavra grega squema tem que ver com o exterior humano. Seu físico, sua mente, seu caráter, ou mesmo seus costumes. A segunda, é originada da palavra grega morfé, de onde vem metaformose. Essa por sua vez se refere a uma mudança de alguma coisa em essência. Por exemplo, você é um ser humano em essência, e vai morrer ser humano. Uma cadeira sempre será uma cadeira. Já uma lagarta que se transforma em borboleta sofreu uma mudança profunda, em essência.
O ser humano é naturalmente pecador. Ele não tem pecado, ele é pecador. Essa é nossa essência, dominados pelo pecado. O que significa esta mudança? Paulo diria que, entregues a nosso arbítrio, vivemos uma vida dominada pelo mais baixo da natureza humana. Porém, ao experimentarmos essa morfé, vivemos uma vida dominada por Cristo ou pelo Espírito. Entregamos nosso livre arbítrio a Ele, e então Ele começa decidir por nós. Onde vamos, o que vestimos, ouvimos, vemos, falamos. Absolutamente tudo, está sobre Sua escolha.
Quando Cristo irrompe na vida de um homem é um novo homem, o centro de seu ser é diferente; o poder impulsor de sua vida é diferente; sua mente é diferente; porque a mente de Cristo está nele. Quando Cristo se transforma no centro de nossas vidas, podemos oferecer a Deus um culto verdadeiro, que é o culto racional, o culto que é a oferta de cada momento e cada ação de nossa vida. É a adoração que faz do mundo um templo e faz de cada ato comum como um ato de adoração. Não mais precisamos de um lugar ou um momento para adorar, mas vivemos integralmente para adorar. É dessa transformação que Paulo fala. Mas como é possível?
Existe uma lenda sobre uma pequena ilha. Lá havia uma rocha, com formato de um rosto humano. Como se alguém o tivesse esculpido. Havia também a crença de um dia alguém com aquele rosto chegaria à ilha para trazer sorte, paz, prosperidade. E assim corria a história de geração em geração. Um garotinho por vezes se pegava vislumbrado com a rosto estático. Passamos horas e horas olhando para aquele rosto. Subia nos umbrais das portas apenas para olhar. O tempo foi passando, tempo suficiente para o garoto se transformar em um homem. E um belo dia, enquanto caminhava numa praça, alguns trabalhadores o viram e começaram a festejar, pois havia chegado o homem da lenda. Isso mesmo, o garoto, agora homem, tinha adquirido a mesma fisionomia daquela pedra.
Isso é uma lenda. Você não é um menino. Jesus não é uma pedra. Mas, assim como houve essa transformação naquele menino, você pode ser transformado. Pela contemplação sereis transformados. Quero convidar você a adorar a Deus apenas nessas horas, mas começar hoje com uma transformação que resultará em uma vida de adoração. Deus o abençoe.





1 comment
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31 | Agosto | 2009 às 5:24
Willian
Embora tenha ouvido essa mensagem e não lido, de vc mesmo, é bem interessante. E querendo ou não, é justamente algo que estou passando agora. Abraço, cara.
Muito bom o blog.