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Hoje, falaremos sobre as funções da linguagem. Essas funções se relacionam diretamente com os elementos da comunicação.

Temos seis tipos de função, uma para cada elemento:

1. Função expressiva/emotiva (emissor) > Centraliza-se no emissor, revela suas vontades, opiniões, sensações a respeito de um determinado assunto. Exprime subjetividade. Revela a personalidade do emissor.

2. Função conativa/apelativa (receptor) > Centraliza-se no receptor, tem como objetivo provocar atitudes e sensações, influenciar no comportamento do ouvinte, é caracterizada pelo uso de vocativos, e uso de 2º pessoa.
Aplicação: textos publicitários, políticos, linguagem comum (quando tento convencer alguém)

3. Função fática (canal) > Não serve pra nada, só para testar o canal. Não possui mensagem, o objetivo é chamar a atenção do receptor e assegurar que ele não se distraia, está entendendo?

Serve também quando estamos no elevador: “- Que dia bonito hoje não? – Pois é! – Ultimamente tem feito um tempo gostoso….”, quando estamos ao telefone: “- Alô? Você me ouviu?”.

4. Função poética (mensagem) > Centrada na própria mensagem, predominantemente é escrita através de poesia, revelando recursos de imaginação do emissor. Afetiva, sugestiva, metafórica. Valoriza a combinação das palavras e as figuras de linguagem.
Aplicação: Sermões, slogans (“A força do povo, é Lula de novo”), letras de música, obras literárias, propagandas, etc.

5. Função referencial (referente) > Refere-se ao contexto. Objetiva, caracteríza-se pela neutralidade do emissor, pelo uso da 3º pessoa e o importante é o conteúdo informacional.
Aplicação: Liguagem jornalísticas, cartas comerciais, redações técnicas, resenhas, resumos, linguagem acadêmica, bulas de remédios.

6. Função metalingüística (código) > Centrada no código, serve para dar explicações sobre o código utilizado. Metalinguagem é código explicando o código.
Aplicação: Dicionários, publicidades sobre publicidade, poesia sobre como fazer poesia,

E é isso. Bom estudo é sucesso na carreira!

Abraço.

Nossa aula de língua portuguesa com o Profº Valdecir Lima é uma das melhores que eu já vi!

Hoje vou falar um pouquinho sobre os elementos da comunicação e sobre ruídos e redundâncias.

Comunicação deriva da palavra comunicare, do latim: pôr em comum.
Todos nós comunicamos. Certo? Certo. De dois modos: verbal e não-verbalmente.

Para quem estuda publicidade, a linguagem verbal é importante na hora da redação e criação de slogans, textos, etc. Portanto, vamos nos deter a esta parte da comunicação.

Os elementos

Para que haja comunicação deve-se estar funcionando os seguintes elementos:
1. Emissor > Quem imite a mensagem
2. Receptor > Quem recebe a mensagem (óbvio, rsrsrsr)
3. Canal > É o meio físico pela qual eu envio a mensagem. Ex: Canal 5 da TV (Rede Globo); o ar (com as ondas de minha voz se propagando até o receptor), o fio do telefone (por onde é transmitida a minha voz).
4. Mensagem > Essa é fácil. É o objeto da comunicação. O que se quer dizer/entender.
5. Código > É o conjunto de símbolos que constitui a mensagem. Ex: letras “a”, “b”, “c” formando o alfabeto); a língua portuguesa.
6. Referente > É o contexto que a mensagem está sendo emitida.

Ruídos
E quando um destes elementos falha? Ocorre o que chamamos de “ruído”.

Ruído é tudo aquilo que interpõe, impede, atrapalha, bloqueia a comunicação.

Temos três tipos de ruídos:
Físico > Bebê chorando, calor, mal cheiro, dor de cabeça, má iluminação.
Cultural > Palavras típicas de determinada região, os diferença de níveis sociais (o que implica má comunicação)
Psicológico > Quando falo bravo, impaciente, aspereza, antipatia.

Daí o título deste post: “Comunicar é administrar os ruídos”. Se refletirmos sobre esta frase, fisoloficamente falando, iríamos longe em sua profundidade… então, vamos para o próximo tópico.

E as redundâncias?
Redundância é tudo aquilo que não traz informação nova, ou seja, não presta para nada.

Alguns geralmente afirmam que a redundância é ruim, porém, temos três tipos que utilizamos todos os dias e que facilita nossa comunicação:

Sintática > Quando eu coloco pronome junto ao verbo. Ex: “Eu vou”, se o verbo é “vou”, com certeza o pronome é “eu”, logo o pronome não acrescentou nenhuma informação que o verbo já não tenho dito. Entenderam?
Tonal > Quando eu dou ênfase ao que falo, quando repito também. Geralmente é pressedida por um: “- o que disse?” E não acrecenta nenhum informação nova.
Gestual > Juntas a linguagem corporal enquanto fala. Tem gente que não consegue falar sem usar as mãos, sem usar as redundâncias gestuais.

Avalia-se em média 50% da língua como redundância. Se formos considerar todos os sinônimos redundância….

Espero que tenham gostado deste conteúdo fundamental para quem quer escrever bem.

Abraço.

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