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A psicanálise em sua essência estuda as fantasias humanas, seus traumas, sonhos, esquecimentos, ou seja, os processos misteriosos da psique humana.
Psicanálise é a ferramenta pela qual esses distúrbios são resolvidos. As formas utilizadas no estudo na psicanálise são a análise, a busca pelo autoconhecimento ou a cura através dele.
A técnica utilizada era hipnose no método catártico, depois, modificando-se para o diálogo, a concentração entre o psicanalista e o paciente.
Descobriu-se que tudo o que a psique do homem não suporta, como uma realidade dura demais para suportar (exemplo: o rosto desfigurado do morto no acidente) fica “guardada” esquecida no inconsciente. O inconsciente é conceituado como “conjunto de conteúdos não presentes no campo da consciência”. Esses conteúdos marcantes ou inúteis podem ter sido conscientes algum dia, ou não. Deve-se considerar importante o estudo da consciência humana, porque é nela que se baseia também, o estudo psicanalítico.
Na área da sexualidade, Freud pôde contribuir muito com os estudos realizados em crianças. Ele descobriu que as principais causas de neurose, dos pensamentos e desejos reprimidos (que é a causa de um doente psicanalítico) começam quando a criança é pequena.
Interessante destacar que segundo Freud, a participação social de uma criança se consolida quando ela passa pela fase fálica (uma das três fases que toda criança atravessa) sofrendo com o complexo de Édipo, onde ocorre a estruturação de sua personalidade. Nesse evento a criança (de 3 a 5 anos) tem a mãe como objeto de desejo, e o pai como principal rival. Porém, é no pai que a criança se espelha para conseguir o que quer: a mãe. Com isso, a criança internaliza todas as regras e normas sociais (atitudes) representadas pelo pai. Ao final desse processo o pequeno ser percebe que ao ter o pai como rival perde seu amor e toda a “cultura social” agregada a ele. Então, desiste da mãe. Pode ser nesse processo que uma doença psíquica se desenvolva, por abuso, por desprezo fraterno, entre outros motivos.
Existe ainda outra teoria do aparelho psíquico que tem sua origem em 1920 e é introduzido com o conceito de ID, EGO e SUPEREGO.
O ID é regido pelo princípio do prazer, das emoções. Equivale ao inconsciente da primeira teoria. O SUPEREGO, ao contrário do ID, e regido pela razão e origina-se no complexo de Édipo. Ele relaciona-se com limites, autoridade, autopoliciamento. E o EGO é o sistema que tem o controle dos dois anteriores. As funções básicas do EGO são percepção, memória, sentimentos, pensamento.
A captação da realidade externa é feita por ele e às vezes podem ser duras e cruéis. Para evitar esse desprazer, nossa mente “ignora a realidade”. A isso chamamos: mecanismo de defesa.
Os mecanismos de defesa podem ser: recalque (o indivíduo “não vê”, “não ouve” o que ocorre, suprime parte da realidade captada); formação reativa (o ego muda o desejo para uma direção oposta ao que iria: mãe superprotegendo seu filho, do qual tem muita raiva); regressão (o indivíduo retorna a etapas anteriores de sua vida); projeção (o indivíduo externiza os sentimentos ruins); racionalização (o indivíduo constrói um argumento que justifica os estados deformados da consciência); denegação, identificação, isolamento, anulação retroativa, inversão e retorno sobre si mesmo, entre outros. Todos nós usamos esses mecanismos, e não é um problema grave, pois não chega a ser patológico.
A visão sobre a psicanálise hoje é estereotipada, como sendo tratamento apenas para ricos que podem pagar para serem ouvidos no divã. Errado. Muitos psicanalistas hoje lutam para essa prática se torne comum a todos, e realmente o é. A característica essencial do psicanalismo é o deciframento do inconsciente e a integração de seus conteúdos na consciência. Isso porque esses conteúdos desconhecidos muitas vezes determinam a dificuldade para viver, relacionar-se em sociedade, entre outros. Nesse processo o psicanalista “desmonta” os mecanismos de defesa da pessoa, para ajudá-la a criar bases solidas de caráter com o objetivo de suportar essas realidades, traumas.
Hoje a psicanálise pesquisa fenômenos sociais graves, como o aumento do envolvimento de jovens com a violência, drogas, as novas formas de sofrimentos (depressão, estresse, anorexia, síndrome do pânico, medicalização excessiva, sexualidade na infância. Continua estudando os fenômenos pessoais de cada indivíduo, seu mundo, sua história.
Cada nova situação realiza-se novamente o experimento realizado por Freud: a experiência de tentar desvendar as regiões obscuras da vida psíquica.
Dica:
Para quem quer ler mais sobre psicologia aí vai um link muito bacana:
http://neuroconexoes.blogspot.com/
Bibliografia:
BOCK, Ana Mercês Bahia – Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia – 3º ed. cap 5 – p 70-83





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